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Mês: junho 2019

A criança e a música
A criança e a música

Em toda a história da humanidade está presente o fazer artístico que contribui para uma educação estética e para a promoção do prazer. Dentre as muitas artes, destacamos a música que além de afetar o interior humano, alimenta também sua alma.

A música aliada a dança, está presente na vida de todos os povos: reverenciando pessoas, crenças, agradecendo pela abundância na natureza, celebrando fatos importantes, vitórias, descobertas, revereciando religiões e presente no cotidiano da criança mesmo antes de seu nascimento.

É indiscutível o papel educativo da música em toda trajetória da humanidade. Principalmente pelo efeito que a mesma provoca na alma humana, tendo seu papel na cultura, na religião, em ações coletivas, manifestações e até implicações terapêuticas na medicina.

Na escola, a música se apresenta na perspectiva de uma linguagem que promove o encontro do “ser” com sua própria história, cultura e conhecimento. Possibilitando ações prazerosas, de aproximação e de interação.

Enquanto linguagem artística, a música pode proporcionar ao sujeito, o enorme potencial que tem em si, motivando-o a atitudes equilibradas, desenvolvimento psicomotor e percepção do entorno que o rodeia.

A música ainda se destaca na educação por promover harmoniosamente relacionamentos, sensibilidade e movimento.

A criança é um ser de natureza lúdica, dessa maneira sempre estará voltada para ações que lhe proporcionem prazer. O poder da música atua nos sentimentos infantis mais profundos, e isso nós constatamos ao ver uma criança cantarolando, até mesmo sozinha, desde pequenina.

A música torna-se um poderoso recurso educativo ao ser utilizada com crianças de qualquer idade, na família e/ou no meio escolar, pelo seu viés do jogo lúdico, que possibilita criação e prazer.

Sendo assim, é fundamental que a música faça parte da vida da criança desde sempre e que assumamos o compromisso de selecionar um repertório musical enriquecedor para apreciá-la.

Euzimar Pereira – Coordenadora Pedagógica

A criança numa perspectiva de constantes mudanças
A criança numa perspectiva de constantes mudanças

Diariamente muitas são as alterações que ocorrem no desenvolvimento e na vida das crianças que geram dúvidas e questionamentos: quanto ao melhor momento para o desfralde, a utilização da chupeta, o tempo de andar, de mamar… Enfim, várias são as perguntas e até comparações. Todas essas mudanças são marcos importante na vida da criança, e que devem ter seu tempo e momento respeitado conforme seu crescimento.

Temos que ter a clareza de que cada criança tem sua individualidade e a última coisa que podemos fazer é comparar. E que devemos aprender a observar e estimular e não a forçá-la precocemente.
A vida é feita de mudanças. As crianças enfrentam a primeira delas quando ainda são bebês. Nascem com olhos e cabelos de uma cor, e poucos meses depois eles mudam.

Iniciam o período escolar e nesta nova fase aprendem a conviver com pessoas diferentes e a dividir as coisas e a atenção das pessoas. O senso de responsabilidade também é uma importante lição e aprendizado na vida de uma criança. A criança passa a cuidar dos seus objetos e zelar pelo o que é seu e de uso coletivo. Passa a observar que o mundo vai além de sua casa, mas que passa a fazer parte dele também e tem que assumir responsabilidades por este novo espaço, mas que às vezes demora a entender. Sendo mais simples, quando perguntado, utilizar-se do silêncio ou a negação.
Atitudes normais e de fuga, mas que precisamos valorizar e potencializar as ações e diálogos sobre estes espaços de construção, dando ao mesmo o valor e qualidade que possuem.

As mudanças são inerentes à vida, pense que se alguns animais não trocassem a cor da pele, seriam alimentos para seus predadores. Já pensou também se nossas células não fossem constantemente renovadas?

Contudo, “mudar é saudável e preciso”, e alternar fases e sair do óbvio e estático tornará as crianças fortes, desapegadas às mesmices e proativas em suas descobertas e curiosidades. Tudo de maneira respeitosa e considerando sua faixa etária e sua principal característica, serem dinâmicas e suscetíveis ao “novo”, para nossa felicidade.
Sendo assim, assumimos o compromisso da renovação e proposições de desafios constantes para que nossos pequenos evoluam saudáveis.

 

Euzimar Pereira – Coordenadora Pedagógica

Adaptação: um exercício de confiança, segurança e desprendimento
Adaptação: um exercício de confiança, segurança e desprendimento

“Imaginem um lugar onde a infância pudesse habitar e ser habitada pelo mundo… pudesse ser criadora e a própria criação. Um lugar repleto de olhares formas, gestos, cores, sentires, texturas, jogos, abraços… AFETO. No chão da escola aprendemos a voar”.

A escola: um mundo inteiro cabe nela! Um mundo de culturas diversas, de vontades infinitas, de potentes desejos, de multiplicidades de pensamentos e opiniões, de relações intensas. Escola: o lugar de “tudo ao mesmo tempo agora”!

A escola é o primeiro contato social que as crianças experimentam. Aquele contato que não é mediado pela figura da mãe, do pai, de um familiar. O social entendido como: “Bom agora é comigo, deixe-me relacionar com os que me rodeiam”. “Tenho de repartir afetos e atenção com os meus colegas de sala, tenho de esperar minha vez para falar, tenho de compartilhar meus brinquedos com os demais, tenho que saber que as regras que valem para os outros, valem também para mim”.

A escola e o social se encontram na narração, na oralidade que se constrói a partir dessa experiência, e que se organiza em memória. Vive-se, experimenta-se, constrói-se memória e, ao viver novamente, já há repertório afetivo para bancar os desafios. E as crianças conseguem chegar a esse entendimento quando entendem a língua do lugar. Então há uma língua praticada em casa e outra praticada na escola. E pela língua, a criança entende também o valor do social, entende seu significado.

A adaptação é um processo rico. Adaptar, em sua essência, significa a passagem do meio individual, familiar, para o meio coletivo, social, escolar. Significa essa tomada de consciência de que somos compostos pelas regras e condutas de um mundo que acontece fora de nós. Sim, porque até um momento da vida, as crianças acham que o mundo está a seu dispor.

É importante lembrar que estar adaptado à escola não significa entrar sorrindo todos os dias. E nenhuma criança estará sempre feliz, todos os dias.

Confiança na escola

É preciso confiar na escola escolhida. Confiança gera segurança, e esses dois sentimentos são percebidos pela criança. Se ela não sente o pai e a mãe seguros, também não se sentirá. É fundamental se preparar em casa. Transforme a escola em um lugar cheio de sentidos. Converse com elas dizendo que vão à escola, que encontrarão os amigos e que brincarão nos espaços e serão felizes.

Prefira fazer o caminho para a escola de mãos dadas e pés no chão. O ato de crescer deve ser traçado pelos próprios pés.

Olho no olho das pessoas. Apresente, todos os dias, as pessoas da escola. Ela irá criando uma memória afetiva daqueles que farão parte de sua vida. Não fale sobre suas angústias na frente da criança. Mas desabafe com a escola, na perspectiva do diálogo.

Não saia do campo de visão da criança sem informá-la. Estamos falando de confiança e segurança.

Respeite os horários designados à adaptação. A escola se programa para que estes horários sejam bem cuidados e organizados com sentidos.

Se a criança estiver doente, não a leve à escola. Criança doente não estabelece uma relação boa com os adultos e as atividades.

Compartilhar angústias com outras pessoas alivia culpas e sentimentos da percepção de que os filhos são e estão no mundo.

 

Euzimar Pereira – Coordenadora Pedagógica